A ecocardiografia fetal é semelhante às outras ecografias que já fez durante a gravidez, mas será examinado apenas o coração do feto. O exame poderá durar muito tempo e o médico permanecer em silêncio, o que não significa que exista algum problema, mas apenas que está concentrado no exame a verificar todas as estruturas antes de lhe comunicar o resultado. Outros médicos preferem explicar as imagens à medida que vão realizando o exame, dependendo do método de trabalho de cada um. Um segundo médico poderá ser chamado à sala para observar as imagens, o que pode significar dificuldade técnica na realização do mesmo, mas nem sempre que existe um problema com o seu bebé. Depois de completado o exame, será comunicado o resultado e fornecido o relatório. Se alguma anomalia for detectada esta ser-lhe-á explicada e as suas dúvidas esclarecidas.

Que problemas podem ser detectados?
O ecocardiograma fetal permite definir se a estrutura do coração está bem formada ou não. Somos capazes de detectar:
- A maioria (mas não todas) as formas de cardiopatias estruturais graves
- Anomalias nas cavidades cardíacas, válvulas e vasos que chegam e saem do coração (veias e artérias)
- Pequenas alterações que podem não causar problemas significativos ao bebé após o nascimento.
- Alterações da frequência e ritmo cardíacos
Algumas alterações podem associar-se com problemas em outros órgãos, que podem implicar a necessidade de outros exames.

Que tipos de problemas cardíacos podem não ser detectados?
Nem todos os problemas podem ser correctamente identificados no feto, pelo que não podemos excluir por completo a presença de anomalias no recém -nascido, mesmo que o ecocardiograma seja, nesta fase, considerado normal.

A circulação no feto é diferente da circulação no recém-nascido. Durante a vida intra-uterina, há duas comunicações entre o lado direito e esquerdo do coração (foramen ovale e canal arterial) que estão sempre presentes e que geralmente encerram espontaneamente após o parto. Em alguns casos isto pode não acontecer naturalmente e o bebé vir a necessitar de seguimento na Cardiologia Pediátrica. O não encerramento destas estruturas após o parto é impossível de prever neste exame, uma vez que todos os fetos normais as têm abertas in utero. Alguns apertos ligeiros das válvulas e vasos podem ser progressivos à medida que a gravidez avança e por isso revelar-se apenas após o nascimento.

Repetição do exame
Por vezes é necessário repetir este exame, o que nem sempre significa que existe algum problema. Habitualmente repete-se o exame quando este é realizado pela primeira vez antes das 18 semanas de gravidez ou quando há dificuldades técnicas na avaliação de todas as estruturas.